SITE DE POESIA E PROSA DO ESCRITOR
Digite aqui o assunto que deseja procurar dentro do Site e aperte a tecla "Enter" ou clique no botão "Pesquisar".
Escrevendo Belas Artes!
Conheçam a arte escrita de Jair F. da Silva Jr., membro da Academia de Letras do Brasil - ALB.
Textos
 
 
<< Capítulo VI – Tamahagane

 
Epílogo – Ondas de Seda. 
 
Acorda assustado 
No chão da suíte 
Inundada pela réstia 
Solar, sentindo o aroma 
Afrodisíaco da minúscula
E feminina peça íntima
Já seca, próxima ao rosto. 
 
Aflito, imediatamente chama 
Pela esposa, que totalmente nua 
Responde com voz maviosa
E sonolenta: – Amor, volta pra cama; 
nosso voo sai em algumas horas!
 
Olha para a Katana 
Sobre a mesa de centro, 
Para as partes da lingerie felpuda 
Que compõe a fantasia de Tigresa 
Espalhada pelo chão e percebe 
Que acordou de um sonho 
Estranho de deleites e delícias, 
Misturando fantasias,
Ambientes e vivências, 
Inspirado na suíte 
E amor selvagens da noite 
Passada nos braços 
Da mulher que sempre 
O faz viajar por selvas 
Exóticas e misteriosas 
Nas tardes calorosas 
– pensou que fosse 
uma viajem alucinada, 
mas vê que foi onírica! 
 
Olha para a bela vista 
Que a janela proporciona 
E contempla a deslumbrante 
Paisagem descoberta, 
Formada pelo corpo 
Adormecido e amanhecido 
Sobre o leito com o tronco 
Flutuando entre as altas
Ondas de seda formadas 
Pela tempestade de luxúria 
Que varreu a selva temática 
Na noite anterior, banhado agora 
Com a calmaria das primeiras 
Luzes abrasadoras de um novo 
Dia radiante de Verão a iluminar 
O ramo florido de cerejeira 
Selvagem que sai tatuado 
Da escápula direita e pende 
Para baixo ao se esparramar 
Por toda a lateral do tronco 
Até o meio da coxa direita, 
Ramificando pela base 
E lateral do seio, depois outros 
Mais abaixo, um pela virilha 
E sobrevoado por borboletas 
Que provam que ela anseia 
Que o marido tenha companhia 
Ao sugar seu néctar, e outro 
Para trás dando a volta por cima, 
Pela curvatura formada 
Pelo nascimento do grande 
Monte arredondado na base 
Das costas, por trás da virilha, 
Indo desde a lateral da bacia 
Até o início do sulco formado 
Junto ao outro monte arredondado 
À esquerda, aquele que se encontra
Livre de ramos – é a única cerejeira 
que floresce em todas as estações! 
 
Perde-se no esplendor 
Da tatuagem desnuda,
Dessa nudez selvagem e asiática, 
Escancarada e despudorada, 
E não consegue parar de olhar 
Para a selva exótica e densa, 
Quente e úmida que cobre 
O monte Yae-dake, formando 
Os vales das virilhas junto 
A outros dois montes 
Mais ao Sul de Okinawa, 
Um de cada lado 
– ilha de intensas 
e calorosas batalhas!
Com seu calor esse monte 
Guarda a cereja selvagem 
Japonesa mais doce e suculenta, 
E sua flor de cerejeira é a primeira 
A florescer, se abrir, desabrochar, 
E ainda assim é a mais viçosa 
E duradoura, a que guarda mais vida 
– tarda a murchar e despetalar!
 
Ao ver a selva capilar 
Sobre a nudez cutânea, 
Se lembra que vestida estava 
Com a ferina pele de Tigresa! 
Lembra-se da felina que invadiu 
A selva temática e saboreou 
A presa indefesa, deixando 
Sua marca indelével na pele 
Arranhada, rasgada e mordida, 
Dilacerada; no coração mastigado 
E na alma caçada, cativa; 
Na virilidade usada 
E abusada entre as virilhas 
– nunca esquecerá o padrão 
de listras da Tigresa, 
sua identidade, sua digital! 
 
Não consegue parar de olhar
Para a pelúcia negra que restou 
Das listras da felina; pelúcia 
Que faz parte da fantasia humana, 
E não da fantasia de Tigresa 
Ou de sua lingerie; pelúcia 
Que mesmo cobrindo a saliência 
Entre as virilhas não consegue 
Cobrir nudez alguma, posto que faz 
Parte do corpo e compõe sua nudez 
– mais bem a destaca ao criar
o contraste com a pele branca!
 
Lembra-se que serviu 
De brinquedo para a gata rajada, 
Para a grande felina fantasiada, 
Usado na noite anterior 
Para satisfazer suas fantasias 
Eróticas e selvagens ao som 
Romântico e delicado de Teresa Teng, 
Criando um contraste alucinante 
Entre a voz harmoniosa cantada 
E as vozes gritadas, rugidas, 
Desafinadas e esganiçadas; 
Usado como um pequeno 
Urso Polar de pelúcia 
Nas garras esmaltadas 
Da poderosa Tigresa! 
Foi livre, foi dominadora, 
Foi feroz, foi predadora; 
Provou ser a verdadeira 
Rainha das Selvas: 
Da selva de pelúcia 
De sua presa caçada e cativa 
Por toda a vida – o esposo – 
E das selvas de pelúcia 
Onde os dois caçarão juntos, 
Realizados e felizes! 
 
Pensando nas garras 
Que o arranharam, 
Olha para a delicadeza 
Dos pequenos pés e mãos 
De longas unhas apreciando 
A arte esmaltada em padrões 
De pele de Tigresa!
 

Olha para cima e passa
A admirar o rosto delicado
E aveludado perdido em meio
À cabeleira negra esparramada
Em ondas por onde submergem
De forma graciosa as orelhas
De Tigresa feitas em ouro
E cravejadas de ônix em listras,
Presas na tiara cravejada
De diamantes que cinge
A cabeça, ancorada nela
– nascente das ondas
emadeixadas do rio negro!

 
Nem mesmo essa elegante joia 
Da Tiffany – a tiara que deu a ela, 
o diadema de sua coroação 
como Rainha das Selvas – 
O fascina tanto quanto os brincos 
De ouro com Olho de Tigre 
Cabochão oval usados 
Na noite passada, mas agora 
Ele só consegue ver um deles 
Na delicada orelha esquerda! 
 
Isso lhe dá uma ideia ao pensar 
Na união perfeita e selvagem 
Entre a produção temática da suíte 
E a produção temática da esposa 
Que lhe deram uma noite tão incrível, 
Capaz de inspirar um sonho tão louco! 
 
Procura o brinco 
Pelo chão e o encontra 
Sob o espartilho rajado, 
Mas não o devolverá a ela: 
Usará a gema em seu anel 
De prata para absorver 
As características da Tigresa 
Que tanto admira; também 
A usará como amuleto 
De proteção para sua virilidade 
Fazendo-o sempre se excitar 
Ao recordar aquela noite onírica 
De amor felino e fantasia erótica 
Na luxuosa suíte Selva Exótica, 
E assim o amuleto oferecerá 
Proteção adicional contra 
Os poderes de Baku-youkai
O Devorador de Sonhos 
– essa noite jamais 
poderá ser esquecida! 
 
Mas as gemas mais poderosas
Não são aquelas engastadas
Nos brincos de Olho de Tigre;
Nem as hipnóticas gemas 
Âmbar na fera cravadas
A fim de preservar para sempre 
Toda a paixão e desejo trazidos 
Da primeira noite de amor 
Para a selvagem noite felina;
As mais poderosas 
São aquelas que substituem 
O âmbar magicamente
Após o clímax e protegem 
O amor como um amuleto: 
As gemas ônix que afastam
Os sortilégios e as perfídias 
– os enigmáticos olhos de Tigresa
incrustados na bela japonesa! 
 
Jair F. da Silva Jr.
06/04/2014


 
Nota sobre a foto: montagem de recortes da internet editados sobre a arte digital “Cherry Blossom Katana”, do artista thefireballkidd (do website DeviantART).

<< Voltar ao início








 
Jair F da Silva Jr
Enviado por Jair F da Silva Jr em 07/04/2014
Alterado em 09/04/2014
Copyright © 2014. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários
 OBRA    BLOG 
 
Voltar ao início
 
MURAL DE AVISOS:
 
- Para lerem meus NOVOS POEMAS PUBLICADOS ("Noites de Sônia", "O Preço de Um Poema" e "Dolores Novi Dominatrix Mundi"), cliquem aquiaqui e aqui

- Acessem meu Blog e saibam mais sobre minha posse como Imortal da Academia de Letras do Brasil - ALB.

 
Dicionário online:


Para pesquisar sobre assuntos gerais e mitológicos:
 

teste

Para pesquisar sobre mitologia:

Site do Escritor criado por Recanto das Letras
Digite aqui o assunto que deseja procurar dentro do Site e aperte a tecla "Enter" ou clique no botão "Pesquisar": Copyright © 2013. Todos os direitos reservados sobre todo o conteúdo do site. É proibida a cópia, reprodução, distribuição, exibição, criação de obras derivadas e uso comercial sem a minha prévia permissão.
 OBRA         BLOG