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Escrevendo Belas Artes!
Conheçam a arte escrita de Jair F. da Silva Jr., membro da Academia de Letras do Brasil - ALB.
Textos
 
ATENÇÃO: Esse é apenas um teste de layout de página e configuração composto por fragmentos aleatórios sem qualquer sentido, portanto, NÃO DEVE SER LIDO!!!



 


 
                                                                ATO I
                                                      (A Floresta Negra)



<< Cena I – As Conjurações.
  

                                                                
Cena II – Feitiçaria. 
 
Exaurido e satisfeito 
Pelo ápice deleitoso e intenso, 
Ainda sente o corpo trêmulo 
E enfraquecido, e seu coração 
Mastigado ainda palpita 
Acelerado sem saber 
Que não estava prestes 
A parar de bater! 
 
Com o sangue esfriando, 
Começa a sentir no pescoço 
A marca púrpura da Tigresa, 
Ou melhor, da esposa 
– apenas sentirá as marcas 
das unhas quando as costas
banhadas forem pela fria água! 
 
As marcas dos dentes 
Nas bordas do inchado
Hematoma de sucção 
Mostram que foi um beijo 
Mordido e fortemente sugado, 
Dado com a boca bem aberta 
Como se quisesse drenar 
Toda sua vitalidade, libido 
E virilidade a fim de sentir 
O baixo-ventre inchado
(pleno deleite)!
 
Levanta-se com dificuldade 
E olha para o belo corpo nu 
E inerte sobre o leito de volúpia, 
Totalmente abatido e molhado 
Pelo amor felino e primitivo! 
 
Enquanto contempla a nudez 
Selvagem da bela fêmea, 
Perfeita nas formas e traços 
Japoneses que tanto o fascinam, 
Volta a ficar excitado e deseja 
Sentir suas pétalas aveludadas 
De flor de cerejeira, provar 
Seu abundante néctar viscoso 
Que mais parece calda de cereja 
– chama sua amada e desejada 
carinhosamente de Sakura! 
 
Deseja, mas decide deixá-la 
Se recuperar sobre o leito 
Para novos deleites e apenas 
Fica olhando o objeto 
Do seu amor e desejo 
– prefere aproveitar o ensejo 
de adormecer em seu seio! 
 
Pensa em como ela 
Compartilha com os felinos 
O charme, a sedução e a graça, 
A elegância e a leveza, 
E como ao mesmo tempo 
É vaidosa, astuta, corajosa 
E inteligente como a Tigresa 
– uma predadora exímia 
e solitária que deixou 
a solidão para se juntar 
a ele na caçada, protegidos 
na cumplicidade encantadora 
e excitante da escuridão noturna! 
 
Ainda confuso e sem entender 
O que aconteceu, pensa se toda 
Essa metamorfose de humano 
Para animal está relacionada 
À recente viagem à África 
Com toda sua sensualidade 
Selvagem; ao contato 
Com as exóticas tribos 
E seus sábios feiticeiros 
– afinal, foi a viagem 
alucinada ou mágica? 
 
Ele começa a pensar
Que a selva temática chinesa 
Da suíte evocou a Tigresa 
No lugar das leoas e panteras
– a verdadeira Rainha da Selva, 
muito mais poderosa
que qualquer outra felina,
perfeita para dominá-lo 
completamente e devorá-lo! 
 
Foi atacado entre as três
E as cinco da manhã: 
Era a Hora da Tigresa 
No Horóscopo Chinês 
– como não ser dominado? 
 
Ele a venera como o fazem 
As multidões de asiáticos 
E a vê sendo cavalgada 
Por Tsai Shen Yeh, o deus 
Chinês que jubiloso pagará 
Pelo serviço com muitas riquezas 
– não sente ciúmes ao vê-la
em posição tão agradável! 
 
Dos Cinco Tigres chineses, 
É a que guarda os caminhos 
Do Leste, mas favorece 
As terras férteis do Sul! 
 
A vê como símbolo de fé, 
Confiança incondicional, 
Modéstia e generosidade,
Gentileza e​ afetuosidade!
 
Pensa nos incontáveis
Valores da esposa, 
Forjada e trabalhada
Como o tamahagane 
Em suas múltiplas camadas, 
Conferindo resistência 
E flexibilidade – resiliência! 
 
Pensa em como esses valores 
São complementados de forma
Deliciosa pelos seus irresistíveis 
Talentos e dotes de Gueixa – mestra 
na sedução e nas artes; pura Poesia!
 
Ainda pensando 
No canto de Gueixa 
E na dança da sedução,
Olha para a Katana ao chão 
E se abaixa para recolher 
O tesouro cultural japonês 
Decorado com flores de cerejeira 
Em todo o luxuoso Koshirae
Como se cobrissem os cadáveres 
Das almas que carrega em sua lâmina 
– as almas dos ancestrais da esposa;
antiguidade de imenso valor – 
Ou como se honrassem todas
As almas levadas em batalha!
 
Ao sentir o perfume 
Do incenso a queimar, 
Se lembra que quase perdeu
A cabeça, mas sobreviveu 
À Tigresa, estando apto 
A adornar o Kobuto
Seu elmo Samurai, 
Com a cabeça felina, 
Embora agora deseje 
Entregar a sua própria 
Em uma bandeja 
Para o banquete da fera 
Ou apenas como troféu,
Perfumada com incenso, 
Atestando sua supremacia, 
Equilíbrio, força e realeza 
– ao morrer anseia estar 
coberto com flores 
de cerejeira que caem 
despetaladas como neve 
no frescor da Primavera! 
 
Ao pegar a espada
Se levanta e ao se virar 
Nada vê: apenas sente 
Presas no pescoço 
E um forte impacto 
Na lateral do corpo,
Levando-o ao piso
Frio e a 
desfalecer... 
 
 

                                                               ATO II
                                                      (Clareira Infante)


   




 
Jair F da Silva Jr
Enviado por Jair F da Silva Jr em 28/08/2014
Alterado em 06/12/2018
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